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Confira cinco truques de beleza para você colocar já em prática

Aprenda a fazer o batom durar mais tempo, como conquistar o delineado e o esfumado perfeitos nos olhos e outras dicas de make que irão te ajudar no seu dia a dia

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Fazer um make bonito você mesmo não é tão complicado quanto pode parecer. Existem truques que tornam a hora de se maquiar muito mais fácil. Marie Claire listou cinco deles que são simples para serem feitos em casa e vão te ajudar a garantir um visual lindo.

FAÇA O OLHO DE GATO PERFEITO

Um dos grandes dilemas das mulheres é usar o delineador, ainda mais para fazer o traço no estilo "gatinho". Um jeito diferente - e mais prático - é começar justamente por ele. Faça primeiro o traço fora da pálpebra móvel, que deve terminar no mesmo ponto que acaba a sobrancelha. Depois, vá acompanhando esse traço e preenchendo o delineado. A textura do produto que você irá usar pode também facilitar: delineradores líquidos são mais difícies de manusear. Opte por um em pasta que é mais consistente; ou um que tenha o formato de caneta, pois dá mais firmeza às mãos.

CONQUISTE O EFEITO ESFUMADO SEM BORRAR
Se você não costuma usar sombras e pincéis, existe uma maneira superprática e ágil de fazer um efeito esfumado. Com o próprio lápis de olho (da cor que você preferir), faça uma hashtag no canto externo dos olhos, dentro da pálpebra móvel. Com o outro lado do lápis esfume o desenho no limite do côncavo e você terá o make que deseja.

MUDE A TEXTURA DO SEU LÁPIS DE OLHO

Se o seu lápis de olho é seco, você pode deixá-lo com textura de gel. Coloque a ponta dele no fogo e tire logo em seguida. Espere esfriar por 15 segundo e você conseguirá deslizar bem melhor seu lápis nos olhos. Com ele mais "molhado", você pode também usá-lo como delineador.

AMOLEÇA SUA MÁSCARA PARA CÍLIOS
Indica-se o uso da máscara de cílios por três meses. Depois disso, ela pode secar e causar problemas aos seus olhos. Se ela endurecer, uma solução é misturar solução salina nela, como soro fisiológico, por exemplo. Isso irá torná-la líquida de novo e você poderá usá-la normalmente.

MANTENHA A COR DO BATOM VIVA POR HORAS
Antes de passar o batom, aplique corretivo nos lábios. Se você tiver primer para essa área do rosto, prefira usá-lo. Depois, passe o batom da cor de sua escolha. Coloque um lenço de papel sob os lábios e, encima dele, aplique pó translúcido. A ideia é usar o pó com o papel para não apagar a cor do batom.

(Globo/ Revista Marie Claire)

Anglo American é autuada por trabalho análogo à escravidão

Funcionário chegou a trabalhar 88 dias seguidos, sem um dia sequer de descanso

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Ministério Público e Polícia Federal conversaram com os trabalhadores da Anglo American
 
Entre julho e outubro do ano passado, um mecânico montador, contratado para as obras de implantação do projeto Minas-Rio, que inclui o maior mineroduto do mundo, ligando Conceição do Mato Dentro, região Central de Minas Gerais, ao Rio de Janeiro, trabalhou durante 88 dias seguidos, sem um dia sequer de descanso. Em 1º de agosto de 2013, um motorista que trabalhava na mesma obra começou sua jornada às 6h e só encerrou o expediente 20 horas depois, às 2h do dia seguinte. Quatro horas depois, novamente às 6h, já estava no batente de novo. 
Jornadas exaustivas como essas, que colocam em risco a saúde e a segurança do trabalhador, levaram o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a autuar a Anglo American, responsável pelo projeto Minas-Rio, e mais três empresas que prestavam serviços para ela de forma terceirizada – Milplan, Enesa e Construtora Modelo – por trabalho análogo à escravidão. As histórias relatadas acima foram contadas por algumas das 185 vítimas, que eram submetidas a jornadas de até 200 horas extras por mês durante até cinco meses.
As investigações do MTE começaram em novembro do ano passado, a pedido da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Foram enquadrados em condições análogas às da escravidão os empregados que fizeram, no mínimo, 60 horas extras por mês durante pelo menos três meses.
 
Terceirização ilícita
Além de trabalho análogo à escravidão, o MTE classificou como ilícita a terceirização da Tetra Tech. No entendimento do órgão, os 435 operários que trabalhavam para a Tetra Tech desempenhavam atividade-fim e deveriam ser contratados diretamente pela Anglo American. Desses, 67 eram submetidos a condições análogas às da escravidão. Ontem, 50 funcionários da Tetra Tech foram ouvidos em Conceição do Mato Dentro, em uma operação conjunta do MTE e do Ministério Público do Trabalho, com suporte da Polícia Federal. 
O coordenador do Projeto de Combate ao Trabalho Análogo ao de Escravo da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Minas Gerais (SRTE-MG), Marcelo Campos, explica que, embora os funcionários sejam da Tetra Tech, a empresa foi apenas notificada. Como a terceirização foi considerada ilícita, só a Anglo foi autuada. “A Anglo recebeu duas autuações, uma por trabalho análogo à escravidão e outra por terceirização ilícita”, diz. 
Ele explica que, em muitos casos, o trabalhador não se sente enquadrado em trabalho escravo porque, ao contrário do que acontecia até o século XIX, eles recebem pelo trabalho. “Todas as horas extras são pagas. O problema é submeter o funcionário a uma jornada exaustiva”, afirma. Hoje, a operação vai ouvir funcionários da Enesa e da Milplan. Os funcionários da Modelo já foram demitidos porque o serviço chegou ao fim.
 
Empresa vai contestar autuação
A Anglo American não concorda com a avaliação do MTE de que os trabalhadores eram submetidos a condições análogas às da escravidão e vai contestar a autuação. A empresa também vai questionar a classificação de terceirização ilícita no caso da Tetra Tech. “A empresa informa que repudia veementemente qualquer associação da situação desses empregados a trabalho escravo. A notificação ocorreu em função de horas extras praticadas além do que permite a legislação. A empresa também irá contestar esse auto”, afirma, em nota. 
A Anglo ainda acrescenta que “atua rigorosamente de acordo com a legislação trabalhista, exigindo de suas contratadas o mesmo”. A Milplan também informou, por meio da assessoria de imprensa, que não concorda com a autuação e vai buscar os meios legais para se defender. Para a empresa, a classificação como trabalho análogo à escravidão é uma “interpretação errada” da situação. 
A Tetra Tech foi procurada, mas preferiu não se pronunciar. A reportagem tentou insistentemente contato telefônico com a Construtora Modelo, mas ninguém atendeu as chamadas. Ontem, em Conceição do Mato Dentro, representantes da Anglo e da Tetra Tech orientaram os funcionários a não falarem com a reportagem.

(O Tempo)

Acordo irregular banca supersalários no Tribunal de Contas do Estado

Com ajuda da Assembleia, órgão consegue aumentar os valores destinados a altos salários

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Um acordo firmado entre as presidências da Assembleia Legislativa de Minas e do Tribunal de Contas de Minas (TCE-MG), órgão que tem como tarefa fiscalizar o destino dado ao dinheiro público no Estado, permite, desde o fim de 2013, que o TCE aumente, neste ano, em R$ 110 milhões os gastos com pagamento de salários de desembargadores, oficiais de controle, analistas e pessoal das áreas técnica e administrativa do tribunal.

A manobra, formalizada em um ofício de 3 de dezembro do ano passado e assinado por Dinis Pinheiro (PP), presidente da Assembleia, e Adriene Faria de Barbosa Andrade, presidente do TCE, fere os limites estabelecidos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que determina que o tribunal não poderia comprometer mais de 0,77% da receita corrente líquida do Estado (tudo o que o governo arrecada). Isso quer dizer que, em vez dos R$ 484 milhões previstos para este ano, o tribunal teria que limitar em R$ 374 milhões as despesas com pessoal, da ativa e os inativos.

Com o acordo entre as duas Casas, a Assembleia abriu mão da parte do orçamento que lhe cabia na LRF e, com isso, permitiu ao TCE, cumprir a lei diante de uma conta que, até então, não fechava. A camaradagem tem garantido ao TCE escapar do risco de descumprir os limites da lei federal. Pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que vale para todo o território nacional, as Assembleias e os Tribunais de Contas, juntos, não podem ultrapassar em 3% os gastos da receita líquida dos Estados com pagamento de salários.

O índice foi definido, em 2000, com base na média de gastos dos órgãos nos três anos anteriores à vigência da norma. Assim, a Assembleia mineira poderia usufruir de até 2,23% do orçamento do Estado, enquanto o TCE deveria limitar os gastos com pessoal em 0,77%. Mas a relação mudou. Hoje, o TCE abocanha 1% do total, e Assembleia de Minas fica com os outros 2%.

Desde 2012, os dois órgãos mineiros vêm tomando decisões, segundo o advogado especialista em direito constitucional Hermann Wagner Fonseca Alves, inconstitucionais.

Os rearranjos vêm sendo definidos por meio de “decisões conjuntas” quase secretas. Isso porque são divulgadas apenas internamente nos órgãos.

Para o especialista, a revisão dos percentuais foi feita de forma equivocada. Segundo Alves, não há amparo legal para mudar uma lei que tem alcance nacional. O advogado explica que os órgãos só poderiam mexer nos limites da LRF por meio de uma lei complementar, que deveria ser proposta pelo Congresso Nacional. “A Constituição exige que essas mudanças sejam regulamentadas por lei complementar federal. Há uma ilegalidade nessa prática”.

Reincidente. A redistribuição dos tetos para gastos com pessoal entre os dois órgãos acontece desde dezembro de 2012. Naquele ano, a mudança foi documentada também em ofício, que consta no site da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF).

Há dois anos, as negociações entre o deputado Dinis Pinheiro e o então presidente do TCE, Antônio Carlos Andrada, garantiram ao tribunal mais R$ 52 milhões, além dos R$ 385 milhões já previstos.

A assessoria da Assembleia confirmou as mudanças nos percentuais e informou que os valores dos quais o órgão abriu mão não prejudicam o orçamento da Casa. Ainda segundo a assessoria, a responsabilidade por publicar a decisão é do principal beneficiado, o Tribunal de Contas.

Limite

Teto. Segundo a LRF, a Assembleia e o Tribunal de Contas de Minas têm, juntos, direito a 3% da receita corrente líquida do Estado. Em 2014, esse percentual representa R$ 1,45 bilhão. A previsão de arrecadação do Estado é de R$ 48,4 bilhões.


Documento passa a autorizar mudanças a cada quatro meses

A decisão conjunta do Tribunal de Contas (TCE-MG) e a Assembleia Legislativa (ALMG), assinada em dezembro do ano passado, ainda abre brechas para que novas alterações na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) sejam feitas para evitar que os gastos com pessoal nas Casas não ultrapassem o previsto na lei federal. Conforme o ofício, a revisão pode ser feita a cada quatro meses.

“Os percentuais nos artigos 1º e 2 º desta decisão poderão ser revistos quadrimestralmente”, diz o texto assinado pelo deputado Dinis Pinnheiro (PP) e pela presidente do tribunal, Adriene Andrade.

Segundo o documento, a decisão que definiu que o Legislativo terá direito a 2% da receita corrente líquida do Estado e o TCE 1% vale até 31 de dezembro deste ano.

(O Tempo)